Sobres as coisas que eu não digo...

sábado, agosto 27, 2011 9 Comments


Talvez eu me desmanche demais em palavras, talvez eu seja um verbo, um substantivo abstrato, algumas vezes sou exclamação, mas nunca ponto final. Não se iluda, tanto quanto eu, você nunca vai saber quem eu sou, apesar dos meus textos. Guardo segredos, que são só meus e de tão meus, são presos na alma, presos no olhar, sentidos em sorrisos, calados em suspiros. Não se esforce tanto para me decifrar, poupe sua avidez e inteligência para momentos em que elas serão melhores aproveitadas. Não as desperdice em mim. Você não vai conseguir.
Ninguém nessa sala sabe das coisas que me fazem parar e respirar. Ninguém nessa sala tem certeza sobre o que penso, o que sinto. Ninguém aqui sabe das coisas que me tornaram quem eu sou, todas as dores e lágrimas, todas as perdas e a inércia. Não, ninguém sabe. Sonho coisas que soariam estranho para a maioria das pessoas,muitas vezes minha lógica não é racional ou de bom-senso. Tenho amigos imaginários que nunca me deixaram, tenho certezas que tomei emprestadas de livros e personagens, tenho dúvidas que são exclusivamente minhas. Não sou do tipo de pessoa que diz “se eu pudesse voltar e fazer as coisas que fiz, mesmo as erradas, eu as faria de novo”, não sou tão simples quanto eles pensam. Sou fácil para quem se atém a superfície. Sou um mar revolto às onze da noite em meio à tempestade, mas que tem um raiar claro e lindo na manhã seguinte. Estou aprendendo a estar sempre pronta para as coisas que hão de vir, experiências e descobertas. Faço planos de sobrevivência todos os dias. Invento novas maneiras de sentir todos os dias. Invento novas maneiras de ser todos os dias, embora continue sendo a mesma.
Ler meus textos não te fará descobrir quem sou. Sentir a nuance e todas as palavras que poderiam caber num aspas, podem te dar uma ideia. Não se admire se um dia, num desses qualquer, você entender a magnitude das estrelas e buracos negros, compreender a singularidade de uma flor no asfalto, a perfeição das gotas da chuva batendo na janela ou ouvir o vento enquanto caminha no parque ou ainda o choro de uma criança que toda sua voz é só desespero, desamparo. É a vida. E é por ela que eu abro os olhos, o coração e a mente. Todos os dias.

Emma

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

9 comentários:

  1. Magnífico! Não tenho outro adjetivo para qualificar seu texto... Vc pode não ser previsível, ou decifrável, mas tenho certeza que é uma pessoa de um talento ímpar!

    http://estacaoprimeiradosamba.blogspot.com/

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  2. Nossa muito tocante sua palvras

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  3. Parabéns , estoou te seguindooo *-*

    http://meeninasmulheres.blogspot.com/2011/09/voca-sabe-amar.html

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  4. legal o blog, retribui a visita se poder http://301turmadofundo.blogspot.com/

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  5. Nossa, que texto fantástico! Vim aqui para lhe agradecer a visita ao meu blog e gostei muito do que li.
    Não vou tentar interpretar e achar um significado oculto nas suas palavras. Você mesma disse para não tentar entendê-la.
    Só compartilho com você essa complexidade.
    Mas eu admito que muitas vezes nem mesmo eu consigo entender-me. Acho a minha imprevisibilidade bem previsível...

    Muito bom.
    Obrigado pela visita.
    Abraço.

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  6. Muito bom seu texto! Parabéns!
    obrigada pela visita no meu blog!
    seguindo!
    bjo

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  7. Olá!! Amei seu blog, já virei sua seguidora e sempre vou aparecer por aqui! Também te convido para conhecer o meu blog e participar do meu 3° sorteio! Se gostar me siga! Vou adorar receber sua visita!! Beijão ♥

    http://adoravelnecessaire.blogspot.com

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  8. A todos, meu sincero obrigada pelos comentários.
    Já estou visitando os blogs :))
    Abraços

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